Homem de terno em stand-up atrasa
todo o funcionamento das barcas no Rio.
O remador Paulo Oberlander nega e garante que, ao praticar stand-up paddle de terno, gravata, sapato social e pasta, na manhã desta sexta-feira, atrapalhando a circulação das barcas, teve um objetivo nobre: mostrar que a prancha pode ser usada como meio de transporte. O figurino de Paulo chamou a atenção de fiscais da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro e de passageiros que faziam a travessia Rio-Niterói. Mas o feito, que causou um rebuliço, teve também a participação do irmão de Paulo, Hamilton, e do professor de caratê André Barros. Só que Hamilton e André estavam de bermuda e camiseta, e acabaram como coadjuvantes.
— Se eu estivesse de sunga ninguém olharia para mim. Por isso, me vesti como executivo. Queria mostrar que é possível usar a prancha para ir e voltar do trabalho. Yes, we can, como diz Barack Obama (presidente dos Estados Unidos) - diz Paulo, de 40 anos,
que mora em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói.
— A coisa está feia. As pessoas ficam presas em engarrafamentos. Faço a travessia Rio-Niterói em meia hora e já vi gente levar uma hora para cruzar a Ponte.