...porque pegar carona no sonho de outro dá medo. Congela a barriga e petrifica as extremidades.
Mas o amor tem desses testes. Nos faz ouvir as maiores loucuras e o que antes parecia absolutamente insano se torna uma realidade constante.
É a troca do incomum para o plausível.
Quem nunca defendeu uma ideologia surrealista?
E o que seria o amor senão um emaranhado de ideias difusas e surreais?
Não possui beiradas. É um meio confuso onde põe todas as suas crenças e possíveis locais seguros em corriqueiros desafios.
De repente, o que era motivo de riso, de gozo, de escárnio e desprezo, torna-se um suspiro.
Dois.
Três.
Oito.
Estes se transformam em lembranças. E quando se vê, se ama.
Sem planejamento.
Sem controle.
Sem qualquer noção de que nosso coração não comanda nada.
Apenas bate e sente.
Raquel