quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014


É que hoje estou de porre com o romantismo

Foi só lembrar da profundidade dos teus olhos castanhos, 
que me veio à tona essa ressaca desgraçada de te amar por um dia. 
sou efêmera, curta e opaca. talvez durasse pouco 
por conta da minha pressa com a felicidade, 
ou talvez por um talvez que não sei declamar em versos soltos. 
o sol me engolia feito tua língua, 
as nuvens me exitava e o teu suor está cravado em meu peito até hoje.
tocaste canções de amor e eu entediada queria mais um trago da tua saliva, 
mas em troca cantaste tuas músicas em meu ouvido surdo. 
desculpa por ser ríspida e chorosa ao mesmo tempo, 
mas o insensato que me satisfaz. 
 se por um dia não me entendeste, 
é porque não me amaste da mesma maneira que ama tua vitrola. 
sou feita por vozes rasgadas de punk rock e delírios do cotidiano. 
mas logo hoje, acordei de porre com o romantismo e 
coloquei as músicas que cantava pra te amar novamente, 
escutar do teu timbre rouco e me perder em cada verso de amor. 
talvez eu te ligue ou mando uma mensagem tosca, 
com este bilhetinho amarrotado, talvez… 
só um talvez, talvez você é meu talvez e eu preciso do talvez, 
assim como preciso de você.

 Janeiro de um ano qualquer.